POEMA INÉDITO DE COMERCIAIS DE METRALHADORA
Muito tempo que eu não trazia para cá um poema inédito. Na verdade, ando escrevendo pouco - tudo bem, conheço intimamente esses ciclos de hiato critivo, já tendo, aliás, me acostumado a eles. Isso passa - pelo menos é o que me digo sempre, com uma ponta de dúvida. Bom, indo ao que interessa, esse poema foi o último que escrevi, e como se trata de um verso que está atrelado à uma fase dura, sem muita inspiração, posto ele aqui, em nossas trincheiras, para que eu possa ter uma idéia se o mantenho em meu novo livro, ou se sumo com ele. Por falar em novo livro, o título (definitivamente), é COMERCIAL DE METRALHADORAS. É isso meus camaradas! Abraço a todos!
O BLOCO DAS ANCHOVAS
1 Os filhos do El Rey caminham de blue jeans pela rua: sobreviverm as mudanças de regime e se esquentam em foqueiras de índios no calor vertiginoso da capital do país.
2 Um telefonema os isenta do frio cárcere: números de cartões de crédito voam sobre um céu de brigadeiro pick ups 4X4 furam o vermelho dos sinais: estarão livres para pularem o carnaval.
3 Ó mar do Brasil quanto do teu sal são lágrimas de Portugal?
Escrito por l. rafael nolli às 17h12
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