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Stalingrado 2
 


POEMA DE MEMÓRIAS À BEIRA DE UM ESTOPIM

Foto de Jan Saudek

 

Meus camaradas, Jan Saudek é um fotógrafo e tanto, acho que essa foto combina bastante com o poema que posto aqui hoje, nas trincheiras do Blog Stalingrado. Espero que gostem! Comentem, sim, a opinião de vocês é muito importante para mim! Segue o endereço da página do Jan, que ele divide com Sára Saudková, que tem um trabalho menos impactante, um pouco mais terno - ainda assim interessante. Abraços e obrigado pelos comentários.   

 http://www.saudek.com

 

XI

A poesia refugiou-se, não morreu. Imcompleta, fragmentada, ela está borbulhando no mais profundo caldeirão de idéias: no peito do poeta, na voz do povo, na mais sangrenta terça-feira ou no débil gemido de uma criancinha ferida na escada.

Basta beber na fonte certa, desobstruir o obstáculo certo, delimitar e repensar os caminhos certos.

Despudorar: se o verso anunciar um hecatombe, dar ao povo, em anúncio não misericordioso, o hecatombe. Revoltar: se o verso exigir uma revolução, dar a todos a chama, o estopim, a ordem.

A poesia refugiou-se, não morreu. Ela se arma na mais verde floresta, na mais longínqua vontade, no mais profundo desejo: ela resurgirá como um afogado de três dias que vêm à tona para feder.

 



Escrito por l. rafael nolli às 17h47
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