AVISO DE DESPEJO

Foto de Jan Saudek
Meus camaradas, por um problema - acredito muito que tenha sido a distração ou a minha ignorância em lidar com o PC - acabei postando esse poema repetido. Olha que ele está logo aí em baixo! Irei mantê-lo, agora que percebi o erro, em respeito ao pessoal que comentou. Ao apagá-lo os recados também seriam excluídos, e isso não seria legal. Então fica assim mesmo, o mesmo poema em um curto prazo de tempo. Será que é a idade? Perdoem, sim! Abraços!
AVISO DE DESPEJO
O poeta mente quando diz que o amor é uma flor rara, colhida nos verdejantes jardins da vida.
O amor, deveria ele dizer, é o ato de desespero no qual se agarra o solitário: é por fim, o chão que anseia o pé do suicida - mas em baixo há apenas abismo e caos.
Mente o poeta quando diz que o amor é o porto seguro onde se ancora, e mente duplamente quando diz que Deus nos fez para amarmos uns aos outros.
O amor é a bóia que anseia o afogado, mas há apenas mais mar e mais água em sua änsia de boiar - acima um pouco de céu sem fundo em baixo um pouco de barro e lodo.
Amor é um cio estragado.
Escrito por l. rafael nolli às 13h25
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