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Stalingrado 2
 


Homenagem ao 11 de Setembro

Camaradas, hoje trago para o deleite de vocês um poema do COLETIVO NEMO. Apreciem e comentem! Abraços.

CALEIDOSCÓPIO HISTÓRICO


No dia 11 de Setembro o mundo brutalizou-se
perdeu o que restava de seu juízo,
de sua escandalosa noção de justiça.
Ao décimo primeiro dia do nono mês;
tal como numa profecia do medievo,
o horror pôde ser visto nos olhos de milhares.
Em cada espanto a certeza evidente
(nítida!)
de que o pior estava por vir.
O dia 11 poderia ter sido,
quem sabe, uma data qualquer
- sem notas especiais, sejam de sorrisos ou lágrimas
destas que não deixam nem vestígios na memória
uma mancha obsoleta no calendário
para não ser lamentada nem comemorada
por pêsames duradouros ou champanhes vistosas
(deveria, precisava, mas não foi assim.)
Algo de delírio,
da inocência de quem nem vê o tempo passar,
por não ter aprendido a ler relógios adequadamente.
Quisera apenas uma manhã!
Destas em que se caminha simplesmente pela rua,
pára-se n'alguma praça, toma-se algum sorvete,
fuma-se um cigarro, na esperança das coisas estarem melhores,
apesar dos apesares,
algum dia...

O número 11 feriu a vontade de uma bandeira.
Simbolizou a impotência, até mesmo a humilhação.
Matou a esperança do triunfo democrático,
da luta interminável pelos valores do novo homem.
Um ataque financiado pelo mais bárbaro dos povos,
Que isolado em sua desconfiança, em seu fanatismo religioso;
em sua notável intolerância;
em seu egoístico impulso;
desferiu um golpe traiçoeiro,
que intimidaria até mesmo uma víbora.
A crueldade que chegou em explosões:
(sem avisos prévios, nem negociações posteriores)
Aviões conduzindo a astuta morte.
O edifício desmoronando-se sobre planos
feito cartas de um jogo proibido.
A população beirando o pânico, desnorteada,
esperando pela vinda do Salvador
que não podia, pois também estava morto.

Onze...

Esta data sim viverá na infâmia!
Apenas dois números a desafiar
aquilo que dizem ser soberania nacional,
autodeterminação dos povos,
direitos humanos, liberdades individuais e coletivas.
Chamem pelo nome que desejarem!
Pouco valem os ideais se no fim,
somente a força bruta triunfa.
De que importa a luta quando o que se premia
é sempre a mais vil covardia?

11 é um número manchado no sangue
de verdadeiros heróis ignorados.
As ruínas abandonadas de um amanhã glorioso.
Páginas de livros de história, já se tornaram.
Sinônimo conhecido: indignação!
Que ninguém jamais se esqueça,
enquanto o ser humano rastejar pelas próprias fezes,
que houve a tentativa, não imposta, mas aclamada
de realizar-se o bem-comum neste planeta.
Maldito aquele que olvidar esta data profana,
em que um grandioso povo foi ferido em sua essência.
O pior, sempre por vir, eis a lição!
Que valha ao menos de aprendizado o ocorrido.
Para que as populações múltiplas do mundo
resistam à permanência da exploração,
abracem a responsabilidade pelo futuro,
que não deve ser herdado por uma corja de genocidas.

11 de setembro mostrou que é urgente
nos erguermos das pontas das lanças,
deixando de dar a outra face,
de fingir que não é conosco, enquanto for com o vizinho.
Para que todos os povos saibam quem foram os culpados
e passem a chamar as coisas pelos nomes que as coisas tem!

11 de setembro de 1973:
o dia em que covardemente
mataram Salvador Allende!


Escrito por l. rafael nolli às 21h19
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Novidades

Camaradas, ando meio distante do blog, pois estou dedicando meu tempo a escrever um romance: tarefa árdua mais gratificante. O título, provisório, é Nada de Novo em Minha Vida - bom, sempre tive problema com títulos... Na medida do possível irei retribuir as visitas e o carinho dedicado. Em breve publicarei um capítulo do romance aqui no Stalingrado, para apreciação e aconselhamento. Segue um poema que acabo de tirar de meu novo livro de poemas, creio que esse seja o último que excluo da obra. Agradeço a todos! Abraços!



Das Invenções e das Invencionices



Dá-lo-emos todas as felicidades construídas,


as felicidades inventadas


(o amor foi Shakespeare que inventou)


para que veja que na costela dessa felicidade


há de vir outra dúvida encarnada.



Dá-lo-emos todos os beijos desejados,


os beijos inventados


(o beijo foi Hollywood que inventou)


para que veja que toda boca mente,


independente do hálito.



Dá-lo-emos todas as delícias de todos os sexos desejados


(o sexo? foi ele que nos inventou)


para que veja e vejamos que todos os sexos são banais,


independente do prazer que ele proclama -


independente de seus sussurros e ais.



Esse é o amor que doamos e recebemos:


depois do gozo, a cama fria, o sono quente, o ronco.


Esse é o amor que damos e recebemos:


depois do sangue do suor e do gozo,


o desejo de não dizer nada, muito menos que te amo

(o amor, foi Shakespeare que inventou).



Escrito por l. rafael nolli às 13h16
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