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Stalingrado 2
 


tela de Basquiat

Há algum tempo atrás postei esse poema em meu antigo blog, na pressa acabei deixando escapar uma dúzia de erros. Segue um poema de meu primeiro livro, que ainda pode ser adquirido através de meu e-maiu!!  Abraços!

CANIBAL

Fará mal quem te possuir

se não a chupar até o tutato dos ossos:
será equívoco, errôneo.

Pecará, quem te possuir,
se não a eletrificar com a língua quente,
experimentando seus temperos naturais:
deixá-la trêmula, quase com medo.

E errará duplamente se não a cozinhar bem,
mui bem cozida, antes de comê-la o cu.

(Só as putas acreditam em príncipés encantados.)

 

IV

        Nem parece que há horas atrás carros-bomba e homens-bomba se misturavam nos noticiários, entre propagandas de cigarros e furos de reportagem. A cidade dormente mal lembrava que, entre estilhaços, o terrorismo consolidava-se dentre os feitos decorrenetes do século.

       Na cidade noturna, os homens esquecem que os bombardeiros e as balas perdidas são os únicos exemplares de aves que nos restou; que os navios e submarinos são os únicos peixes que nos sobraram.

       (Esses homens, quando acordam sobressaltados no meio da madrugada, põem-se a fornicar, por que, para eles, a noite existe somente para se reporduzirem. Esses homens despertarão cedo, antes da alva, como se o amanhã fosse previsível e a morte uma impossibilidade.) 



Escrito por l. rafael nolli às 16h40
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Camaradas, fui agraciado no blog Sensível Desafio, da minha amiga virtual, a poetisa Célia Musilli: o link está aí ao lado - visitem que é viagem garantida!  

Escrito por l. rafael nolli às 13h16
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tela de Degas

Hoje trago uma novidade: um poema da Loba para a apreciação de vocês! O link está aí ao lado, garanto que vale a pena conferir!

Aproveito para agradecer as visitas! 

 

amar: advérbio de modo 

inevitável
perambular sem rótulo
à beira do pop
escutando blues

inevitável
perder-se no rock
do amor inventado
cazuzando azuis

inevitável
dissociar sem dor
o eu do tu

evitável
é permanecer casmurro
sonhando capitu


LOBA



Escrito por l. rafael nolli às 13h14
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AUTOFAGIA


Tela de Manoel Costa

a primeira frase da história dela seria a primeira frase da história dela.
PONTO. seu iní­cio propriamente dito, está claro, não era ali - presumí­vel
gênese borbulhando na folha e dando vida às larvas-palavras, que se
espalharão pela página em branco: haveria de ter um prefá¡cio espelhado no
pai: espécie de espelho embaçado ou resumo nostá¡lgico do que ela viria a ser
no exato momento da escrita da primeira frase da história dela: que era, a
priori, apenas a primeira frase, narrada, de sua história: a princí­pio,
vivera alguns anos, antes de ser tudo que a mãe fôra (exceto o medo dos
relâmpagos) e estar sendo narrada de um princí­pio selecionado ao acaso de
sua existência - que é tão-somente a primeira palavra escrita sobre sua
vida, que por isso independe do ato sexual que a fecundou e passa a ser a
estréia dela no mundo. É presumí­vel que a última palavra da história dela.
PONTO.




Escrito por l. rafael nolli às 23h27
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